Sonhos impossíveis e gritos afro-latidos O ateu Ruy Guerra diz que Milton Nascimento é a prova da inexistência de Deus, “porque Deus não daria tanto talento a uma pessoa só”. Tornaram-se parceiros em hora decisiva, entre censuras e perseguições. Com Francis Hime, começou a mostrar sua capacidade de usar a voz feminina. E também chorou a morte de sua amada Leila Diniz. Chico Buarque se tornaria seu mais célebre companheiro na feitura de canções, na versão brasileira de “Sonho impossível” e na força (combatida pela ditadura) da trilha de “Calabar”. Depois de longa parada, voltou a compor em 2020, contando as dores profundas da pandemia a partir de melodia de Gilberto Gil. Ruy nunca deixou de amar nem gritar. Repertório Cadê (Milton Nascimento e Ruy Guerra) – Milton Nascimento Bodas (Milton Nascimento e Ruy Guerra) – Milton Nascimento Pouco me importa (Francis Hime e Ruy Guerra) – Francis Hime Ieramá (Francis Hime e Ruy Guerra) – Francis Hime Corpo marinheiro (Francis Hime e Ruy Guerra) – Olivia Hime e Nilze Carvalho Sonho impossível (Mitch Leigh e Joe Darion, versão de Chico Buarque e Ruy Guerra) – Maria Bethânia Vence na vida quem diz sim (Chico Buarque e Ruy Guerra) – Chico Buarque e Nara Leão Sob pressão (Gilberto Gil e Ruy Guerra) – Chico Buarque e Gilberto Gil E daí (A queda) (Milton Nascimento e Ruy Guerra) – Milton Nascimento Concepção, roteiro, apresentação e edição: Otavio Filho Edição e finalização: Filipe Di Castro